A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado acompanha a crise política no Paraguai após o presidente Santiago Peña anunciar sua renúncia nesta quinta-feira (5). O presidente do colegiado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou em nota que pretende buscar informações sobre a situação dos brasileiros que vivem no país e os possíveis efeitos econômicos na região de fronteira.

A renúncia foi anunciada depois que a oposição abriu um processo de impeachment contra Peña. Segundo o material divulgado pelo Senado, a iniciativa ocorreu após o colapso do Ueno Bank, banco digital paraguaio que deixou milhões de correntistas sem acesso às próprias economias.

Trad informou que consultará o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada do Paraguai no Brasil. A preocupação, segundo a nota, envolve tanto os brasileiros residentes no país quanto as relações comerciais e os investimentos entre os dois vizinhos.

Brasileiros e fronteira

Estimativas do Itamaraty citadas na nota apontam que cerca de 270 mil brasileiros vivem no Paraguai. O documento afirma que essa comunidade mantém vínculos familiares, profissionais e econômicos com o Brasil.

O senador também mencionou os possíveis reflexos da crise sobre brasileiros que vivem, trabalham e empreendem no país vizinho. Para Mato Grosso do Sul, a situação teria importância adicional por causa da fronteira compartilhada e de projetos em andamento, como a Rota Bioceânica.

Na manifestação, Trad disse esperar que as instituições paraguaias encontrem uma solução rápida para a crise, com preservação da estabilidade política, da continuidade institucional e da segurança da população. Ele também afirmou que o Brasil deve respeitar a soberania e as instituições do Paraguai enquanto acompanha os desdobramentos que possam afetar os interesses brasileiros.

A nota registra ainda a expectativa de preservação da segurança jurídica, da confiança e da parceria histórica entre os dois países.

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